Quais são as obrigações fiscais de quem tem e-commerce?

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Ter um e-commerce é a porta de entrada para muitos empreendedores que desejam lucrar com vendas online. Porém, apesar de ser um modelo de negócio moderno e digital, ele exige uma série de obrigações fiscais, tão importantes quanto as de qualquer outra empresa. 

A Receita Federal monitora marketplaces, plataformas de pagamento e instituições financeiras, cruzando dados o tempo todo, o que torna essencial manter tudo organizado para evitar multas, bloqueios e riscos fiscais.

Neste artigo, você vai entender todas as obrigações fiscais de quem tem e-commerce, com explicações práticas, exemplos claros, bullets equilibrados e negritos estratégicos para facilitar a leitura.

Emissão de nota fiscal em todas as vendas

A emissão da nota fiscal é a principal obrigação do e-commerce. Toda venda realizada pela internet — seja na Shopee, Mercado Livre, Amazon, loja própria ou redes sociais — precisa ter NF-e.

Não emitir nota fiscal gera problemas sérios, como divergências de faturamento, multas e até responsabilização por crime de sonegação fiscal.

Além disso, sem nota fiscal o gestor perde informações essenciais para acompanhar o desempenho da loja, calcular lucro, identificar margens reais e organizar o CMV.

O que você precisa garantir:

  • Emitir NF-e em 100% das vendas, mesmo quando o cliente é pessoa física. 
  • Anexar o DANFE ao produto enviado. 
  • Manter série correta de notas para evitar duplicidade. 
  • Usar sistemas integrados para reduzir erros e automatizar o processo.

Marketplaces cruzam automaticamente dados de vendas, estoque, envio e movimentações financeiras. Por isso, a ausência de notas fiscais aparece rapidamente para a Receita.

Escolha do regime tributário: Simples, Presumido ou Real?

O regime tributário define quanto imposto o e-commerce paga e influencia diretamente o faturamento líquido. Por isso, é uma das decisões mais importantes da operação.

Empresas de e-commerce podem optar por:

  • Simples Nacional: O mais comum para pequenos e médios negócios. 
  • Lucro Presumido: Vantajoso quando há boa margem e pouca ST. 
  • Lucro Real: Indicado apenas para grandes operações ou margens muito baixas.

Cada regime impacta de forma significativa o valor de ICMS, PIS, COFINS, IRPJ e CSLL. Por exemplo, a Substituição Tributária pode tornar o Simples menos vantajoso em algumas situações, e vendas interestaduais podem gerar DIFAL, aumentando o custo tributário.

Regime mal escolhido = imposto desnecessário.

É comum empresas economizarem até 30% ao revisar o enquadramento tributário com um contador especializado em e-commerce.

Pagamento correto dos tributos

O e-commerce paga uma combinação de impostos que incidem sobre suas vendas, dependendo do regime tributário e dos produtos comercializados.

Entre os principais tributos estão:

  • ICMS: Imposto estadual sobre produtos. 
  • ICMS-ST: Quando a substituição tributária é aplicada. 
  • DIFAL: Vendas interestaduais para consumidor final. 
  • PIS e COFINS: Cumulativos ou não cumulativos. 
  • DAS: Guia mensal do Simples Nacional. 
  • IRPJ e CSLL: Obrigatórios no Presumido e Real.

O ICMS é o imposto mais sensível, porque varia conforme o estado, o tipo de produto e a origem do fornecedor. 

Além disso, muitos empreendedores desconhecem o impacto do ICMS-ST e acabam pagando imposto duplicado ou deixando de recolher diferenças obrigatórias.

Principais cuidados:

  • Conferir alíquotas interestaduais. 
  • Analisar se o produto possui ST na origem ou destino. 
  • Verificar quando é necessário recolher GNRE. 
  • Organizar notas de compra para evitar erros na apuração.

Obrigações acessórias que um e-commerce precisa entregar

Além de pagar impostos, o e-commerce é obrigado a enviar diversas declarações fiscais e contábeis. A falta de entrega gera multas automáticas e pode bloquear a emissão de notas.

As principais obrigações acessórias são:

  • PGDAS-D (Simples Nacional) 
  • DEFIS 
  • SPED Fiscal / ICMS 
  • SPED Contribuições 
  • DCTF e DCTFWeb 
  • EFD-Reinf 
  • Livro de Registro de Inventário 
  • Manutenção das NF-e de entrada e saída

Muitos empreendedores não sabem, mas até vendas canceladas e devoluções precisam constar nas obrigações acessórias. Caso contrário, surgem divergências entre estoque, faturamento e tributos apurados.

Conciliação de vendas e recebimentos: a rotina que evita multas

E-commerces recebem pagamentos por vários canais: Pix, cartão de crédito, boleto, carteiras digitais e plataformas de checkout. Além disso, marketplaces descontam comissões, taxas de anúncios, fretes e tarifas variadas.

Por isso, a conciliação financeira é indispensável. Ela permite identificar divergências entre o que foi vendido, o que foi recebido e o que foi realmente faturado.

A falta de conciliação gera erros na contabilidade, como:

  • Notas fiscais emitidas sem recebimento real. 
  • Recebimentos não registrados. 
  • Impostos pagos sobre vendas estornadas. 
  • Diferença entre faturamento e dados financeiros.

Uma conciliação bem feita evita pagar imposto a mais e garante que as declarações fiscais reflitam a realidade da operação.

DIFAL e operações interestaduais

Se o e-commerce vende para outros estados, é necessário recolher DIFAL, imposto destinado ao estado do consumidor final. Em muitos casos, o empreendedor só descobre essa obrigação quando recebe uma cobrança retroativa.

Além disso, pode ser necessário emitir GNRE, anexar documentos ao pacote e seguir regras específicas de transporte interestadual.

Ignorar essas exigências pode resultar em:

  • Bloqueio de mercadorias nas barreiras fiscais 
  • Multas altas 
  • Apreensão de cargas 
  • Notificação estadual retroativa

Regularidade cadastral na Sefaz e CNAE correto

O e-commerce precisa ter Inscrição Estadual ativa e um CNAE compatível com venda online. Usar um CNAE errado pode gerar tributação indevida ou até desenquadramento do Simples Nacional.

É importante verificar periodicamente:

  • Situação cadastral no Sintegra 
  • Pendências na Sefaz 
  • Atualização das atividades do CNPJ 
  • Alterações de endereço ou operações 

Um cadastro atualizado evita problemas na emissão de notas e no recolhimento de ICMS.

Por que uma contabilidade especializada é essencial para e-commerce?

O e-commerce tem particularidades que não existem em negócios tradicionais: vendas por múltiplos canais, meios de pagamento variados, estoque dinâmico, comissões de marketplaces e obrigações fiscais específicas.

Por isso, uma contabilidade especializada ajuda você a:

  • Reduzir impostos legalmente 
  • Evitar multas por erro de ICMS, ST e DIFAL 
  • Organizar notas de compra e estoque 
  • Conciliar vendas e recebimentos 
  • Escolher o regime tributário mais vantajoso 
  • Entregar todas as obrigações acessórias no prazo

Além disso, uma gestão fiscal profissional melhora a margem de lucro, reduz custos operacionais e aumenta a segurança do negócio.

Conclusão

As obrigações fiscais do e-commerce vão muito além da emissão de notas fiscais. Elas envolvem regime tributário, apuração de ICMS, entrega de declarações, conciliação financeira, controle de estoque e manutenção cadastral. 

Quando essa estrutura está organizada, o e-commerce ganha segurança, economia e capacidade real de crescimento.

Se você deseja manter sua operação regular e pagar menos impostos com segurança, converse com nossos especialistas e descubra como simplificar sua rotina fiscal enquanto sua loja cresce.

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