Como calcular os novos impostos da reforma tributária?

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A reforma tributária é um dos temas mais discutidos no ambiente empresarial brasileiro nos últimos anos, principalmente porque ela altera de forma significativa a maneira como os impostos sobre consumo serão calculados e pagos pelas empresas. 

A mudança representa uma transformação importante no sistema tributário do país e exige que empresários entendam como os novos tributos funcionarão na prática.

O novo modelo aprovado busca simplificar a cobrança de impostos e reduzir distorções que existiam no sistema antigo. Para isso, a reforma tributária substitui diversos tributos atuais por novos impostos que seguem a lógica do IVA, ou seja, o imposto sobre valor agregado.

Na prática, tributos como PIS, COFINS, ICMS e ISS serão gradualmente substituídos por novos impostos que funcionam de forma integrada e mais transparente.

Entre os novos tributos criados pela reforma tributária, destacam-se:

  • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – tributo federal
  • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – tributo estadual e municipal

Esses dois tributos formam um sistema conhecido como IVA dual, no qual cada empresa paga imposto apenas sobre o valor que adiciona ao produto ou serviço ao longo da cadeia produtiva.

Neste artigo, você vai entender como calcular os novos impostos da reforma tributária, como funciona o sistema de créditos e débitos e como esse modelo impacta as empresas.

Reforma tributária: entenda o novo modelo de tributação baseado no IVA

Para compreender como calcular os impostos após a reforma tributária, é essencial entender primeiro o conceito de IVA (Imposto sobre Valor Agregado).

O IVA é um modelo de tributação utilizado em diversos países e possui uma característica importante: ele evita a cobrança cumulativa de impostos ao longo da cadeia produtiva.

No sistema tributário antigo do Brasil, vários impostos incidiam em cascata. Isso significa que o imposto pago em uma etapa acabava sendo incorporado ao custo do produto e novamente tributado na etapa seguinte.

Esse efeito cumulativo gerava distorções econômicas e aumentava o preço final de produtos e serviços. A reforma tributária busca resolver esse problema ao adotar o sistema de valor agregado.

Nesse novo modelo, cada empresa paga imposto apenas sobre o valor que ela adiciona ao produto ou serviço.

Isso acontece porque o sistema permite a utilização de créditos tributários.

Na prática, funciona assim:

  • Quando a empresa compra insumos ou mercadorias, ela recebe créditos de imposto;
  • Quando vende um produto ou serviço, ela gera débitos de imposto;
  • O valor final a pagar é a diferença entre débitos e créditos.

Com essa lógica, o imposto é distribuído ao longo da cadeia produtiva de forma mais equilibrada.

Esse mecanismo é uma das principais mudanças trazidas pela reforma tributária, tornando o sistema mais transparente e reduzindo a cumulatividade de impostos.

Reforma tributária: quais impostos serão substituídos

Outro ponto importante para entender o cálculo de impostos após a reforma tributária é conhecer quais tributos serão substituídos pelo novo modelo.

O sistema tributário brasileiro sempre foi considerado complexo, principalmente porque envolve diversos tributos cobrados por diferentes entes federativos.

Entre os principais tributos sobre consumo existentes no sistema atual estão:

  • PIS
  • COFINS
  • ICMS
  • ISS

Esses impostos possuem regras diferentes, alíquotas variadas e sistemas de apuração complexos. A reforma tributária propõe a substituição desses tributos por um modelo mais simplificado.

Os novos impostos serão:

CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços: A CBS será um tributo federal que substituirá o PIS e a COFINS.

Esse imposto seguirá a lógica do valor agregado, permitindo a utilização de créditos tributários ao longo da cadeia produtiva.

IBS – Imposto sobre Bens e Serviços: O IBS substituirá dois tributos importantes:

  • ICMS (estadual)
  • ISS (municipal)

Esse novo imposto será administrado de forma compartilhada entre estados e municípios.

Com a implementação desses novos tributos, a reforma tributária busca simplificar o sistema de cobrança e reduzir conflitos entre entes federativos.

Para as empresas, isso significa um novo modelo de cálculo e apuração de impostos.

Como calcular os impostos na reforma tributária

Para calcular os impostos após a reforma tributária, as empresas precisarão trabalhar com dois conceitos principais: débito e crédito de imposto.

Esse modelo segue a lógica do valor agregado.

O cálculo funciona basicamente da seguinte forma:

  1. A empresa calcula o imposto sobre o valor de suas vendas.
  2. Em seguida, desconta os créditos referentes aos impostos pagos nas compras.
  3. O valor final corresponde ao imposto sobre o valor agregado.

A fórmula simplificada é:

Imposto a pagar = Débitos – Créditos

Ou seja, a empresa paga imposto apenas sobre a diferença entre o valor de venda e o valor das compras tributadas. Esse modelo traz uma mudança importante em relação ao sistema anterior.

Exemplo do cálculo de impostos após a reforma tributária

Para entender melhor como funciona o cálculo após a reforma tributária, vamos analisar um exemplo simples envolvendo três etapas da cadeia produtiva.

Neste exemplo, vamos considerar uma alíquota total de 28% para os tributos CBS e IBS.

Etapa 1 – Fornecedor vende insumo para indústria

O fornecedor vende um insumo por R$ 100,00.

Cálculo do imposto:

  • Valor do produto: R$ 100,00
  • Imposto (28%): R$ 28,00

Preço total para a indústria: R$ 128,00

Nesse caso, o fornecedor paga R$ 28,00 de imposto, pois não possui créditos anteriores.

Etapa 2 – Indústria vende para o comércio

A indústria compra o insumo por R$ 100,00 (mais R$ 28,00 de imposto) e produz um produto que será vendido por R$ 200,00.

Cálculo do imposto sobre a venda:

  • Valor do produto: R$ 200,00
  • Imposto (28%): R$ 56,00

No entanto, a indústria possui um crédito de R$ 28 referente ao imposto pago na compra.

Cálculo final:

  • Débito: R$ 56,00
  • Crédito: R$ 28,00

Imposto a pagar: R$ 28,00

Ou seja, a indústria paga imposto apenas sobre o valor que agregou ao produto.

Etapa 3 – Comércio vende ao consumidor final

O varejista compra o produto da indústria por R$ 200,00 (mais R$ 56,00 de imposto) e vende ao consumidor final por R$ 300,00.

Cálculo do imposto:

  • Valor da venda: R$ 300,00
  • Imposto (28%): R$ 84,00

O varejista possui crédito de R$ 56,00 da compra anterior.

Cálculo final:

  • Débito: R$ 84,00
  • Crédito: R$ 56,00

Imposto a pagar: R$ 28,00

Resultado final da cadeia:

  • Fornecedor paga R$ 28,00
  • Indústria paga R$ 28,00
  • Comércio paga R$ 28,00

Total arrecadado: R$ 84,00

Esse valor corresponde exatamente a 28% do preço final de R$ 300,00 demonstrando como a reforma tributária elimina a cumulatividade de impostos.

Conclusão

Se você quer entender como a reforma tributária impacta sua empresa e como se preparar para o novo sistema de impostos, conte com o apoio da Pavon Contabilidade.

A equipe da Pavon pode ajudar sua empresa a interpretar as mudanças da legislação, organizar a apuração fiscal e estruturar um planejamento tributário eficiente.

Entre em contato com a Pavon Contabilidade e prepare sua empresa para a reforma tributária com segurança e estratégia.

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